Agamben trabalha por contração: os textos de Benjamin aparecem no curso como referência, como horizonte, como ponto de chegada, mas nunca como objeto de leitura detida. Quem termina sabe o que as Teses praticam, mas ainda não percorreu os ensaios onde Benjamin pratica aquilo que as Teses condensam.
Este curso faz esse percurso.
São nove aulas que atravessam os textos principais com o cuidado que cada um exige: a reprodutibilidade técnica e a pequena história da fotografia (onde a questão da aura se desdobra em duas direções que a recepção costuma confundir), o teatro épico de Brecht (onde a interrupção aparece como procedimento político antes de aparecer nas Teses como princípio filosófico), o narrador clássico lido junto com Silviano Santiago (que desloca o problema do declínio da experiência para o contexto pós-colonial), a categoria de experiência, Karl Kraus, Kafka, Eduard Fuchs.
Quem faz os dois cursos lê Agamben com Benjamin na mão e Benjamin com Agamben na cabeça, e essa é a forma como foram pensados desde o início: não como módulos que se somam, mas como leituras que se iluminam mutuamente.
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